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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Resident Evil 2 | Review

Um dos maiores ícones do horror nos videogames está de volta, em sua melhor versão


Existem jogos de terror e existe Resident Evil. Um dos maiores ícones do horror nos videogames está de volta, em sua melhor versão, tanto para os nostálgicos quanto para quem nunca experimentou nenhum dos seus jogos no extinto PlayStation. E pode apostar que Resident Evil 2 será responsável por um novo ciclo do gênero num futuro próximo, sem reinventar a roda, mas adicionando uns aros bem maneiros.

Lançado para a nova geração, não se trata apenas de um remake, como estamos acostumados a encontrar por aí. Tudo em Resident Evil 2 foi refeito, desde suas mecânicas aos seus belíssimos gráficos que exploram o melhor que o gore da cultura trash tem a oferecer. Não é exagero algum, então, nos referirmos a ele como um jogo completamente novo.

O game roda na RE Engine, motor gráfico criado exclusivamente para ele. Sabe quando o visual da versão final difere um pouco do que é apresentado em imagens ilustrativas ou vídeos promocionais? Então, em RE2 temos exatamente o que foi apresentado, principalmente se você usufrui de um PlayStation 4 Pro, um Xbox One X ou um PC robusto para jogos.

REtorno a Resident Evil 2

É difícil não querer falar sobre partes do conteúdo. Dá vontade (e muita), mas ao mesmo tempo fica o meu desejo de que você veja tudo com seus próprios olhos para não estragar as surpresas e depois venha comentar comigo em tempo real (seria interessante).

Como sabemos, o jogo é dividido em duas campanhas, que não se cruzam (no sentido de jogarmos as duas campanhas ao mesmo tempo). Leon S. Kennedy e Claire Redfield são dois jovens inexperientes dentro desse universo zumbi e que se encontram por acaso a caminho de Raccoon City. Tomada pelo caos, a cidade virou um antro pestilento de mortos vivos e quase ninguém sabe realmente o que está acontecendo ali.

Em um primeiro momento, tanto faz começar a história com Leon ou Claire. Os já iniciados sabem que, no original, existia uma ordem específica para conhecer a história verdadeira. Porém, em conversas aqui e ali com outros jogadores durante a elaboração do review, muitas diferenças serão encontradas em ambas as campanhas mesmo seguindo o caminho clássico e pode ser que a ordem dos fatos não seja exatamente a que você lembra. Isso é muito legal, já que tanto novatos quanto veteranos terão surpresas ao longo da aventura. Na dúvida, siga pela ordem do menu mesmo, é sucesso.

Foi divertido rever o início de tudo com Leon e Claire. De um lado o jovem policial recém transferido para Raccoon City, com um senso de moralidade de um recém formado na academia. Do outro lado uma universitária numa busca desesperada por seu irmão, se metendo numa intriga com cientistas, uma força especial chamada S.T.A.R.S. e uma garotinha perdida naquele inferno na Terra. Os dois acabam se encontrando e depois se separando por conta de um caminhão desgovernado. Como disse antes, todo mundo já deve conhecer as linhas iniciais dessa trama, seja de um jogo ou de alguma adaptação da obra para outras mídias, e mesmo assim, te garanto que os minutos iniciais de RE2 já serão suficientes para lhe surpreender.

A trilha e os efeitos sonoros ajudam demais a nos manter no clima. 

Janelas quebrando, portas sendo arrastadas, pessoas gritando, corpos se estatelando no chão, rosnados, tudo isso misturado a uma melodia que aumenta conforme a intensidade do perigo que está por vir, tudo pensado de forma a nunca lhe dar paz. Maravilhoso.

As novas sequências animadas em CG são de dar água na boca, sem pausas visíveis entre o que é jogo e o que é para ser assistido. A fluidez de RE2 é para se tomar nota no futuro.

Terror de sentar na beirada do sofá

Resident Evil 2 é tenso ao ponto de nos sentirmos abençoados quando encontramos alguma sala segura e bem iluminada para respirarmos aliviados por alguns minutos.

Os grunhidos dos mortos vivos ecoando pelos corredores, mesmo quando já temos decorado todo o traçado dos mapas do cenário, conseguem nos deixar receosos pelo que vem em cada uma das quinas de corredor. Apesar de alguns jump scares aqui e ali, o que pega mesmo no jogo é a tensão do ambiente. Sua vida está em risco a todo instante.

O combate em terceira pessoa passou por melhorias significativas em relação ao original. A equipe trabalhou de forma particular o conceito apresentado em Resident Evil 4, colocando um pouco mais de peso na movimentação de Leon e Claire, ao mesmo tempo que aproximou a câmera para algo mais intimista, sem revelar muito do redor ao jogador. E sem chutes, é bom lembrar.

Seu inventário é limitado, como todo bom jogo de sobrevivência deve ser. Para aumentar o seu espaço para itens, é preciso encontrar algumas pochetes espalhadas pelo cenário, sendo a maioria parte de uma busca paralela, não muito relacionada à trama principal. Uma pequena alteração relacionada a isso é que tudo que você equipa no personagem fica à mostra no modelo dele. As pochetes de Leon viram parte do uniforme, as granadas ficam penduradas na cintura, e por aí vai. Detalhes e mais detalhes para deleite do jogador.

A ideia de Resident Evil 2 não é prender eternamente num determinado quebra-cabeça insolúvel, mas sim forçá-lo a questionar suas próprias ações. “É sério que eu tenho que passar todo esse caminho de novo só para pegar aquela pecinha desgracenta?” você vai se perguntar constantemente. E a resposta, como você já deve imaginar, é “claro que sim”.

Uma dica prática que pode parecer boba, mas que economiza muito tempo é: sempre examine os itens que adquirir na campanha. Alguns deles acabam revelando segredos que só serão descobertos depois daquela olhada clínica.

Entre idas e vindas, na opinião simplista deste que vos escreve, sem muita intimidade com o gênero ou mesmo Resident Evil, a campanha de Claire Redfield me deu um pouco mais de satisfação. Acontece que o lance meio heroico de Leon está um pouquinho mais batido hoje em dia, enquanto a coragem de uma garota que nada tinha a ver com tudo aquilo, enfrentando os perrengues que ela enfrentou e levando à tiracolo uma garotinha foi muito mais satisfatório no final. Sem falar que a ingenuidade de Leon às vezes me tirava do sério, aff.
O ponto é que ambas as campanhas têm o seu charme, mas nada supera a experiência completa. Digo, terminar uma, e em seguida a outra com um save que traz mudanças significativas de acordo com a sua escolha. Fator replay, outros modos de jogos, galerias de artes conceituais e informações extras e um tofu sobrevivente, tá tudo lá para ser liberado, basta que você comece a jogar.

Por vezes você ficará tentado a apreciar os seus arredores caóticos, com carros em chamas, cadáveres espalhados por todos os cantos, a chuva iluminada pelos postes, os mil detalhes de cada construção de cenário que Resident Evil 2 tem a oferecer, mas ao mesmo tempo será tomado por uma urgência de nunca permanecer parado muito tempo num só lugar, pois a morte está à espreita sempre. Um jogão mesmo, digno da espera.

Fonte: Aqui!

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