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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Cory Barlog tem ideias peculiares para um jogo de Superman


Durante um painel na PAX WEST (via PlayStation Lifestyle), Cory Barlog, criador da franquia God of War, revelou que faria um jogo bem peculiar do Superman caso tivesse chance.
Superman foi criado em um tempo em que nós precisávamos de algo idealista, uma pessoa perfeita para servir de inspiração, por isso ele não tem falhas aparentes. A única, que nem chega a ser uma falha na minha opinião porque é o que nos torna humanos, é a ideia de se importar com os outros. O melhor que você pode fazer com um jogo de Superman é explorar a psicologia por trás de alguém que lentamente percebe que ele não pode salvar o mundo inteiro.

Você começaria o jogo, com uma versão mais jovem dele, ouvindo pedidos de socorro. Você não é “o” Superman e ninguém o conhece ainda. Mas quando você começa a ajudar as pessoas, sua reputação começa a crescer. Mas, junto disso, você começa a ouvir vozes pedindo socorro por todo lado. Conforme você avança no jogo, vai concluindo mais ações boas e ganhando mais notoriedade. Aí é que a história realmente começa a se desenrolar.

Como ele é metade kryptoniano e metade humano, ele não tem a capacidade de lidar com tudo isso sozinho. E ele pensa que precisa carregar o mundo em suas costas. Esse é quem ele é. Mas o sistema de escolhas nesse jogo não vai deixar você salvar todo mundo. Eu diria que se tiver quatro pessoas para salvar, só duas vão sobreviver. E isso vai pesar no Superman. Porque não será sobre as pessoas que ele salvou, mas sim sobre as que ele não conseguiu salvar. Os crimes que ele não conseguiu parar. E ele começa a sofrer com isso.

Conforme você vai se aproximando do terceiro ato do jogo, você percebe que, como Superman, o método de usar a força bruta com seus próprios punhos está por trás da ideia de estar constantemente tentando superar seus limites para salvar as pessoas. Isso não é trabalho. Você tem que descobrir uma maneira psicologicamente diferente para alcançar seu objetivo e manter sua sanidade. E, então, realmente salvar todo mundo. É um conceito ótimo, idealista e fantástico, mas meio impossível.

Então, nesse terceiro ato, Superman concorre a presidente… do mundo. Estou falando de Tommy ‘Tiny’ Lister de O Quinto Elemento, quando ele era presidente da Terra. Ele é, através da política, quem vai unir todo mundo. Os atos pequenos e bons que realmente influenciam e o tornam Superman. Não é voando por aí, mas é fazendo algo bom para o mundo. Mudando as coisas para o melhor. A ideia seria que ele precisa ir além, salvar mais pessoas e ensinar as pessoas a caçarem seu próprio peixe — e não trazer sempre o peixe para eles. Ajudar eles a se ajudarem.

Eu não faria ele voar no jogo. O Superman teria sua habilidade de super velocidade, então você ia sentir que estava jogando com o Flash desde o começo. E eu acho que essa história ia fazer você não querer lutar mais. Você estaria cuidando de coisas que não são agressivas, e então essa é a primeira vez que um vilão aparece, alguém que é uma espécie de figura antagônica. Você se sentiria tão desconfortável quanto o Superman. Isso se pareceria mais com uma história de origem.
Rumores de que um jogo de Superman estaria sendo desenvolvido pela Rocksteady Studios, a mesma da trilogia Batman: Arkham, mas nada foi confirmado até o momento.



Fonte: Aqui!

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